Investimentos em CT&I
Seminário discutiu o aporte de recursos financeiros em ciência, tecnologia e inovação diante da crise no setor.                     

Inovação em Debate - 3ª edição

 

 

No dia 10 de outubro foi realizada a 3ª edição do Inovação em Debate, com o tema “Recursos financeiros para Ciência, Tecnologia e Inovação”. O evento aconteceu no Auditório da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP/DF), sendo promovido pela Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica e Inovação (Abipti), com o apoio institucional do Parque Tecnológico de Brasília (BioTIC) e da FAP/DF.

 

O Inovação em Debate tem como objetivo discutir as principais ações voltadas para apoiar e estimular o empreendedorismo inovador e o desenvolvimento sustentável no Distrito Federal. A temática da terceira edição foi dividida em dois painéis: o primeiro tratou sobre o cenário atual dos recursos em pesquisa, tecnologia e inovação; e o segundo discutiu as perspectivas e proposições sobre o assunto.

 

O primeiro painel foi aberto pelo senador Izalci Lucas; pelos senhores Manoel da Silva (Presidente Substituto do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq), Marcelo Gomes Meirelles (Secretário em exercício de Planejamento e Cooperação, Projetos e Controle do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações - MCTIC), e Marcelo Silva Bortolini (Diretor de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico da Financiadora de Estudos e Projetos - Finep), e pela senhora Fernanda De Negri (Pesquisadora do Ipea e Doutora em Economia). A Coordenadora de Ciência, Tecnologia e Inovação do Parque Científico e Tecnológico da UnB, professora Michele Carvalho, representou o ecossistema de inovação da UnB nesse seminário.

 

Antes de dar início ao primeiro painel, a pesquisadora do Ipea e doutora em economia, Fernanda De Negri, explicou um pouco sobre o panorama de investimento em Ciência e Tecnologia no exterior e no Brasil:

Se você olha o orçamento de outros países para ciência e tecnologia ele tem uma certa instabilidade. Nos Estados Unidos, o pesquisador que estuda câncer sabe que a Instituição Nacional de Câncer vai ter lá, mais ou menos uns R$ 5 milhões de dólares por ano, isso vai ter uma margem de R$ 4,9 a R$ 5,1 milhões por ano, mas ele sabe que vai ter essa linha de financiamento. Já no Brasil, você tem uma série de pesquisas boas, mas que você não sabe a linha de investimento por ano, então há uma descontinuidade.

 

 

O senador Izalci Lucas também destacou a disparidade entre os investimentos feitos em Ciência, Tecnologia e Inovação e o montante necessário para a área:

Do orçamento de 2019, já autorizamos R$ 248 bilhões para pagar custeio do orçamento, a previsão para 2020 é de R$ 350 bilhões de mais empréstimos para pagar custeio, para vermos a gravidade da situação do país. Nos países desenvolvidos, a situação é contrária. Quanto maior a crise, maior é o investimento em ciência e tecnologia. No Brasil, infelizmente, quanto maior a crise, menor são os investimentos.

 

 

O representante do MCTIC, o senhor Marcelo Gomes Meirelles, comentou sobre a finalidade desses recursos:

O investimento em ciência e tecnologia precisa ter três resultados: a produção do conhecimento, a geração de riqueza e a melhoria da qualidade de vida. Toda ação que se inicia na SEFAE [Secretaria de Políticas para Formação e Ações Estratégicas] deve produzir, no final, uma dessas três características. E nós precisamos criar indicadores que mostrem isso.

 

 

Dando continuidade às palestras, o presidente substituto do CNPq, senhor Manoel da Silva, explicou um pouco sobre a rotina administrativa do Conselho. Já o diretor de desenvolvimento científico e tecnológico da Finep, senhor Marcelo Silva Bortolini, apresentou o que a Finep tem feito para se adequar a realidade e obter mais recursos para o futuro.

 

Na parte da tarde, o painel foi dedicado às perspectivas de investimentos em ciência, tecnologia e inovação. O seminário contou com a participação dos senhores José Alberto Sampaio Aranha (presidente da Anprotec), Ildeu de Castro Moreira (presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência - SBPC), Fernando Peregrino (presidente do Conselho Nacional das Fundações de Apoio às Instituições de Ensino Superior e de Pesquisa Científica e Tecnológica - Confies), e a senhora Zil Miranda (especialista em Desenvolvimento Industrial na Confederação Nacional da Indústria - CNI).

 

O senhor José Alberto Sampaio Aranha iniciou o seminário, palestrando sobre o reflexo positivo que a Indústria 4.0 causa em cima das cidades. Já o senhor Ildeu de Castro Moreira, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), tratou da educação científica; enquanto o presidente do Conselho Nacional das Fundações de Apoio às Instituições de Ensino Superior e de Pesquisa Científica e Tecnológica (Confies), Fernando Peregrino, citou a importância da inovação para a indústria. Por fim, a especialista em Desenvolvimento Industrial na Confederação Nacional da Indústria (CNI), Zil Miranda, encerrou o último painel ao tratar da questão do investimento durante épocas de crise.

 

Confira a galeria de fotos e apresentações desse evento. Basta clicar nas imagens para poder visualizá-las em seu tamanho original.

 

Apresentações 

 Apresentação sra. Fernanda De Negri (Financiamento da C&T e o declínio do orçamento para C&T no Brasil)

 Apresentação sr. Manoel da Silva (Recursos financeiros para ciência, tecnologia e inovação)

 Apresentação sr. José Alberto Sampaio Aranha (Novo modelo de negócio em governo)

 Apresentação sr. Ildeu de Castro Moreira (Importância das agências de fomento e seus recursos para 2020: CNPq, Finep e Capes)

 Apresentação sr. Fernando Peregrino (Onde estão os recursos para ciência e inovação?)

 Apresentação sra. Zil Miranda (Perspectivas de financiamento)

 

 

 

Galeria de fotos

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Convite do evento

 

Créditos do texto e das fotos: Assessoria de Comunicação da Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica e Inovação